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Nioh 3
POSSUI TRAILER
Gêneros
AçãoRPG
Plataformas
PS5PC

Nioh 3

Team Ninja|Koei Tecmo|2026

Medalha de OURO
8.8Nota UPQ
Metacritic
Média Geral
Comunidade

Nioh 3 — O Auge da Trilogia Samurai da Team Ninja

Fael
Por Fael·07/07/2026
NOTA UQP
EXCELENTE
8.8/10

Em 1622, a corte de Edo se prepara para coroar Tokugawa Takechiyo como o próximo xogum — e é justo nesse momento que seu irmão mais novo, Kunimatsu, consumido pelo ressentimento da sucessão negada, se entrega a um poder sombrio e lança uma horda de yokai contra o castelo. Para sobreviver, Takechiyo é arrastado pelo espírito guardião Kusanagi através do tempo, saltando entre a era Sengoku, o período Heian e o Bakumatsu para arrancar a influência da escuridão de figuras históricas corrompidas. É uma premissa mais ambiciosa do que qualquer coisa que a série tentou antes, e — pasme quem já se acostumou com o tom raso dos dois primeiros jogos — ela realmente entrega peso dramático. A rivalidade entre irmãos, carregada de ciúme e legitimidade negada, dá a Nioh 3 a melhor narrativa da trilogia, ajudada por uma produção que finalmente parece de orçamento AAA: cutscenes bem dirigidas, dublagem forte e uma fidelidade gráfica que supera qualquer entrada anterior da Team Ninja.

Mas o que realmente eleva Nioh 3 ao topo da série é o combate. A grande virada mecânica é a possibilidade de alternar livremente, a qualquer momento, entre o estilo Samurai — mais lento, ancorado nas trocas de postura e no cronometrado Ki Pulse que a franquia já dominava — e o estilo Ninja, veloz, evasivo, armado com a habilidade de clonagem Mist e ferramentas de ninjutsu. A troca em tempo real, no meio de um combo, transforma cada confronto numa negociação constante entre poder e mobilidade, e dá à progressão de build uma profundidade que Nioh e Nioh 2 nunca chegaram perto de oferecer. É o tipo de sistema que parece simples de explicar e leva dezenas de horas para realmente dominar — e é viciante do primeiro ao último encontro.

A outra grande mudança é estrutural: a série finalmente abandona as fases estritamente lineares em favor de zonas "Open Field" — mapas amplos, não um mundo aberto no sentido tradicional, mas um conjunto de áreas maiores costuradas por atalhos, objetivos opcionais e emboscadas espalhadas pelo caminho, numa lógica que lembra mais as zonas de Sonic Frontiers do que Elden Ring. É uma solução inteligente: preserva o design de nível apertado que sempre foi a marca registrada de Nioh, mas dá ao jogador liberdade real de escolher onde ir e como se preparar antes de encarar um chefe — inclusive como válvula de escape para quem trava numa luta difícil, já que dá para simplesmente explorar, subir de nível e voltar mais forte depois.

Falando em dificuldade: a Team Ninja segue irredutível. Não há opções ajustáveis de dificuldade em Nioh 3 — o diretor do jogo já declarou publicamente que a equipe "nunca considerou" adicionar isso à série — e o novo modo endgame Crucible eleva a régua ainda mais, com dano permanente a cada acerto sofrido. A estrutura mais aberta e o sistema de co-op para até três jogadores (um salto em relação ao limite de dois das entradas anteriores) suavizam um pouco essa barreira, permitindo grindar equipamento ou chamar reforços antes de encarar os chefes mais duros, mas a mensagem é clara: este não é um souls-like para quem busca acessibilidade.

O maior problema de Nioh 3, ironicamente, está fora do combate. Os menus do jogo são um labirinto — oito submenus diferentes na tela de pausa, listas de itens em estilo planilha cheias de estatísticas, tutoriais explicados só em texto sem demonstração prática. A Team Ninja adicionou funções de auto-equipar e auto-coleta para aliviar a sobrecarga, mas a sensação de "menu que leva a outro menu que leva a outro menu" ainda incomoda, especialmente nas primeiras horas. No lado técnico, mesmo o PS5 Pro decepciona: o Modo Performance ainda sofre quedas de frame perceptíveis e engasgos quando a tela enche de inimigos — a Digital Foundry chegou a apontar que a Katana Engine está atrasada em relação a outros motores da geração, recomendando um monitor com VRR para amenizar o problema. E o co-op, apesar de ser o melhor da série, sofre com instabilidade de rede que às vezes exige reiniciar a sessão do zero.

Nada disso, porém, ofusca o que Nioh 3 acerta. É a entrada mais ambiciosa, mais bonita e mais mecanicamente rica da trilogia, com um sistema de combate que redefine o que a série pode fazer e uma estrutura de mundo que finalmente dá espaço para essa qualidade respirar. Para quem já ama Nioh, é a evolução natural. Para quem sempre achou a série impenetrável demais, o Open Field e o co-op ampliado abrem, ao menos, uma porta de entrada mais generosa — mesmo que a falta de dificuldade ajustável garanta que ainda seja preciso suar para atravessar essa porta.

+ PRÓS

  • Alternância em tempo real entre os estilos Samurai (stances, Ki Pulse) e Ninja (Mist, mobilidade, ninjutsu) durante o próprio combate adiciona uma camada de profundidade que nenhum Nioh anterior teve
  • Estrutura 'Open Field' substitui as fases lineares dos dois primeiros jogos por mapas amplos costurados por atalhos e objetivos opcionais, preservando o design de nível apertado da série mas dando liberdade real de abordagem
  • A disputa fraterna pela sucessão do xogunato entre Tokugawa Takechiyo e Kunimatsu surpreende pelo peso emocional — reforçada pela melhor produção audiovisual que a Team Ninja já entregou (cutscenes, dublagem, fidelidade gráfica)
  • Co-op online para até três jogadores é o melhor da franquia até hoje, permitindo encarar praticamente toda a campanha em grupo e usar os parceiros como válvula de escape em bosses punitivos
  • Volume de conteúdo extenso: 30-40 horas de campanha principal que facilmente dobra em New Game Plus ('Shogun's Journey') e no modo extremo Crucible, sem contar viagens no tempo por eras históricas distintas (Sengoku, Heian, Bakumatsu)

- CONTRAS

  • Menus labirínticos — oito submenus na pausa, listas de itens em estilo planilha, tutoriais explicados só em texto — tornam a curva de entrada desnecessariamente hostil, mesmo com auto-equipar e auto-coleta adicionados para aliviar
  • Mesmo no PS5 Pro, o Modo Performance sofre quedas de frame perceptíveis e engasgos em combates com a tela cheia de inimigos — o hardware mais potente não resolve o problema como deveria, e a Digital Foundry apontou que a Katana Engine está atrasada em relação a outros motores da geração
  • Zero opções de dificuldade ajustável — decisão deliberada da Team Ninja, que nunca ofereceu isso na série — deixa o jogo hostil para quem não vem da linhagem souls-like, mesmo com o mundo mais aberto suavizando um pouco a curva
  • Instabilidade de rede no co-op é mais frequente do que deveria, às vezes exigindo reiniciar a sessão inteira para reconectar
  • Itemização excessiva satura o inventário rapidamente, forçando expurgos constantes de equipamento duplicado ou irrelevante

Conclusão Detalhada

"Nioh 3 é o ponto mais alto da trilogia: a alternância livre entre os estilos Samurai e Ninja reinventa o combate da série sem abrir mão da punição que a define, e a estrutura de Open Field finalmente dá ao mundo um fôlego que Nioh e Nioh 2 nunca tiveram. Menus labirínticos e quedas de frame mesmo no PS5 Pro são os últimos obstáculos entre o jogo e a perfeição técnica — mas como experiência de combate puro, é difícil pedir mais a um souls-like em 2026."

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Especificações Técnicas

Desenvolvedora
Team Ninja
Publicadora
Koei Tecmo
Lançamento
06/02/2026
Plataformas
PS5, PC
Faixa Etária
18+
Preço Sugerido
R$ 349,90
Tempo de Campanha
Idiomas Suportados
Inglês, Francês, Italiano, Alemão, Espanhol, Português (BR), Russo, Chinês Simplificado, Chinês Tradicional, Japonês, Coreano, Árabe
Multijogador
Sim, até 3 jog.