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Portal brasileiro de reviews e notícias de jogos para PS5, PC e Switch.

Reviews da Equipe

Análises críticas completas e as notas oficiais do time Upa que Passa.

Medalha de OURO
9Nota UPQ
Destaque do Mês
UQP!
Hades II
Fael
Fael
Lenda

Review: Hades II - Sequência de respeito

Desenvolver a sequência de um jogo perfeito é uma das tarefas mais ingratas da indústria, mas a Supergiant Games provou que é possível expandir o que já era brilhante. Hades II nos apresenta Melinoë, irmã de Zagreus, em uma missão para derrotar Chronos, o Titã do Tempo. A grande mudança está no ritmo e nas mecânicas: enquanto Zagreus era focado em força física e velocidade, Melinoë utiliza feitiçaria e controle de grupo com as habilidades Omega. Isso adiciona uma camada de gerenciamento de mana que exige que o jogador pense estrategicamente a cada investida, em vez de apenas apertar botões freneticamente. O loop de gameplay é viciante, a narrativa se desenvolve de forma primorosa a cada morte. Visualmente, a direção de arte de Jen Zee atinge o ápice com cenários melancólicos e designs de divindades espetaculares. Darren Korb entrega mais uma trilha sonora lendária, dinâmica e marcante. Hades II não é apenas uma sequência segura, é uma evolução artística e mecânica brilhante. O jogo traz a mesma receita do seu antecessor, mas com inovações que leva o gamer a querer explorar mais e avançar nos desafios, sendo uma sequência de respeito. É um jogo obrigatório aos amantes do primeiro Hades, com um conteúdo ainda maior. Fica o alerta de que o jogo é extenso e pode ser uma longa e custosa jornada aos platinadores de plantão, com muitos troféus específicos e demorados.

Pró em destaque

Combate refinado com a introdução das habilidades Omega e sistema de mana

Contra em destaque

O ritmo ligeiramente mais lento no início pode estranhar quem veio do combate frenético e direto de Zagreus

19/08/2026 0 curtidasLer Completo
Nota mínima:
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Todos os Reviews (7)

Nioh 3
Análise Oficial22/09/2026

Análise Nioh 3

Terminei Nioh 3 no PS5 e já digo logo: é um bom jogo. Também é mais Nioh, e quem jogou os dois primeiros vai reconhecer tudo em uns cinco minutos. A novidade é o mundo aberto. A Team Ninja largou o esquema de fase fechada e soltou a gente num mapa enorme, cheio de coisa pra achar. Tem baú, tem segredo, tem yokai te esperando atrás de cada árvore que nem cobrador na porta de casa. Nas primeiras horas eu fiquei encantado e fui atrás de tudo. Lá pela trigésima hora eu já passava por baú brilhando e pensava "fica pra próxima, amigo". Outra mudança são os dois estilos de personagem. De um lado o samurai, mais pesado, na linha dos Niohs anteriores, onde você escolhe as bases. Do outro o ninja, que é a grande novidade: mais ágil, joga estrela, bomba e um monte de firula. Isso muda bastante o jeito de encarar cada briga. O combate segue sendo o ponto forte da série: rápido, gostoso de jogar, e quando você pega o ritmo tudo fica mais fácil. A dificuldade mantém o padrão da série, mas eu achei esse aqui até um pouco mais fácil. Morri menos do que esperava e em momento nenhum pensei em jogar o controle na parede. Os chefões seguem a boa e velha tradição japonesa: você derrota o monstro, comemora sozinho na sala, e aí vem a cena dele se levantando, limpando a poeira e indo embora, porque aparentemente ele só perdeu a luta e não a vida. Depois ele volta. Às vezes volta de novo. Chega uma hora em que parece menos chefe e mais ex que não aceita o término. A história é bem mais ou menos. Tem uns nomes, umas traições, um papo sobre destino, e eu entendi talvez metade. A outra metade eu pulei, sem culpa nenhuma, mas acho isso normal em soulslike. O problema é a exploração. Se você joga que nem eu e gosta de vasculhar tudo, cansa. O jogo é inimigo do fim: quando você acha que acabou, abre mais uma região, mais uma missão secundária, mais um chefe que você já matou (mas que não morreu). O combate é bom, só que repetir a mesma coisa por tanto tempo desgasta, e teve noite em que eu liguei o PS5 mais por obrigação do que por vontade. Ainda assim, vale explorar, porque é daí que saem as milhões de melhorias de personagem que o jogo tem, e cada uma delas deixa a vida mais fácil lá na frente. No fim, recomendo. É uma boa porta de entrada pra quem quer experimentar soulslike sem sofrer, desde que tenha tempo livre sobrando, porque você vai passar horas e horas no mesmo jogo.

PrósO combate continua bom. Rápido, responsivo, e quando você acerta o ritmo dá gosto de jogar.
ContrasÉ mais do mesmo. Quem jogou Nioh 1 e 2 vai sentir que está revisitando algo conhecido.
inTúlio
inTúlio
Dev / Player FPS
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Medalha de OURO
8Nota UPQ
Resonance: A Plague Tale Legacy
Análise Oficial19/09/2026

Resonance - A Plague Tale Legacy: de stealth a porradaria

Meus amigos e minhas amigas… a Asobo Studio acertou a mão mais uma vez! Depois da carga dramática pesadíssima que acompanhou Amicia e Hugo nos dois primeiros jogos, quem imaginaria que um spin-off/prequela conseguiria brilhar com tanta força própria? Resonance: A Plague Tale Legacy chega sem medo de chutar o balde e nos entrega uma jornada que redefine a identidade da saga com uma energia completamente renovada. Adeus grama alta: agora o pau quebra de verdade! A primeira grande surpresa que explode na sua cara logo nas primeiras horas é a virada radical de jogabilidade. Se você veio esperando aquele clássico simulador de "andar agachado, rezar para os guardas não olharem e jogar pedrinha com um estilingue", pode esquecer! Aqui, você assume o controle da jovem corsária Sophia — anos antes dos eventos de Requiem —, e ela não pede licença: aqui o pau quebra com vontade! A desenvolvedora trocou o foco em sobrevivência furtiva por um sistema de combate corpo a corpo em terceira pessoa com espada, esquivas ágeis, quebra de guarda e parries certeiros que desembocam em finalizações viscerais. Controlar uma protagonista experiente e combativa muda completamente o ritmo da franquia, trazendo uma adrenalina e dinamismo que pegam qualquer veterano de surpresa. Uma pegada Uncharted banhada em lendas e misticismo A sensação ao desbravar as ruínas e desfiladeiros da ilha de Creta é a de estar vivendo uma clássica expedição no melhor estilo Nathan Drake / Lara Croft, mas temperada com aquele clima gótico, misterioso e impiedoso característico do universo de A Plague Tale. O jogo te joga no meio de uma caça a tesouros que rapidamente descamba para um mistério sobrenatural angustiante envolvendo a civilização Minoica, ecos temporais e uma criatura lendária inspirada no mito do Minotauro. O enredo é daqueles que te prende pela gola da camisa: a cada enigma de manipulação de luz resolvido e a cada câmara subterrânea descoberta, surge uma reviravolta ou revelação que faz você dizer "só mais um capítulo" antes de largar o controle. Visuais de babar e trilha sonora hipnótica Visualmente, a Asobo continua dando aula com sua engine proprietária. A iluminação volumétrica, a decadência das estruturas milenares e a expressividade nos rostos dos personagens mantêm o alto padrão cinematográfico da franquia. Tudo isso impulsionado por mais um trabalho brilhante do compositor Olivier Deriviere, cujos arranjos de cordas orquestrais elevam a tensão a níveis estratosféricos quando as forças míticas decidem caçar você no breu. Veredito: Vale a pena jogar? Com certeza absoluta! Resonance: A Plague Tale Legacy é a prova viva de que franquias consagradas podem — e devem — sair da zona de conforto. Ao equilibrar porradaria franca, exploração inspirada e uma narrativa mística que te deixa louco pelo desfecho, o game se consagra como um dos derivados mais divertidos e surpreendentes dos últimos tempos.

PrósMudança ousada e revigorante do stealth para combate corpo a corpo dinâmico e impactante.
ContrasAs arenas de combate corpo a corpo podem soar um pouco repetitivas após muitas horas seguidas.
Capelli
Capelli
Dev / Player Linear
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Medalha de PRATA
7.8Nota UPQ
Mortal Shell 2
Análise Oficial07/09/2026

Review: Mortal Shell 2

Pensa num Dark Souls. Pensou? Agora pensa num Dark Souls onde você pode entrar no cadáver dos outros. Prazer, Mortal Shell II. E sim. É exatamente tão estranho quanto parece. Joguei no PC com uma RTX 5070 Ti e tudo no máximo. E graficamente o jogo é muito bonito. Mas bonito daquele jeito Soulslike de ser. Ou seja: tudo está morto, destruído, apodrecendo ou tentando matar você. Não existe uma vila bonitinha. Não existe um senhor vendendo pão. Se você encontrou alguma coisa respirando, provavelmente é melhor levantar o escudo. Vamos falar um pouco da história. Você controla o Harbinger e precisa recuperar os ovos roubados de uma entidade chamada Undermether. Sim. Ovos. Eu também não entendi porra nenhuma no começo. Mas sejamos sinceros: você joga Soulslike pela história? Porque eu normalmente descubro que matei um Deus ancestral responsável pela criação do universo quando ganho um troféu na PSN ou a conquista na Steam. Enfim. O grande diferencial de Mortal Shell continua sendo justamente as Shells. Basicamente você encontra corpos de guerreiros mortos pelo mundo e pode possuir esses corpos. Cada Shell tem habilidades e características diferentes, então trocar de cadáver — frase que eu jamais imaginei escrever numa review — muda bastante a forma de jogar. Mas vamos para a parte que realmente interessa. O combate. E aqui Mortal Shell II melhorou PRA CARALHO em relação ao primeiro. O combate está mais rápido, mais agressivo e, principalmente, não existe mais barra de stamina. Isso muda completamente o ritmo do jogo. Você pode atacar, esquivar, pressionar os inimigos e continuar atacando sem precisar passar metade da luta olhando uma barrinha verde encher. Obrigado, Mortal Shell II. Obrigado. Mas a mecânica mais legal continua sendo o endurecimento. Você literalmente transforma seu personagem em pedra no meio do combate. Parece uma ideia completamente idiota. Até você usar no momento certo, o inimigo bater em você, ficar vulnerável e você devolver uma espadada na cabeça dele. Aí parece uma ideia genial. E quando você começa a misturar isso com esquiva, parry, armas diferentes, ataques especiais e as habilidades das Shells, o combate fica muito satisfatório. Só tem um pequeno problema. Você vai morrer. Bastante. Porque continua sendo um Soulslike. Então eventualmente você vai passar vinte minutos explorando, juntar recurso pra caralho e morrer para um filho da puta escondido atrás de uma parede. E nesse momento você vai fazer aquilo que todo jogador de Soulslike faz. Culpar o jogo. "QUE JOGO ROUBADO!" Cinco segundos depois: Continue. Outra mudança enorme é o mundo. Mortal Shell II abandonou aquela estrutura mais fechada do primeiro e agora tem um mundo aberto interligado, cheio de caminhos, armas, Shells, segredos e mais de 80 dungeons. E isso é bom. Mas também pode ser um problema. Porque às vezes você não sabe se está explorando... ou simplesmente completamente perdido. Tem uma diferença. Embora em Soulslike normalmente sejam a mesma coisa. Agora vamos falar do elefante morto dentro de uma Shell na sala. Vale a pena? Pra quem gosta de Soulslike, SIM. Principalmente porque Mortal Shell II finalmente parece ter encontrado uma identidade própria. O primeiro Mortal Shell era aquele jogo que você recomendava dizendo: "É tipo Dark Souls, só que..." Mortal Shell II ainda tem muito DNA de Dark Souls e Elden Ring, obviamente. Mas agora o "só que..." ficou interessante o suficiente para justificar o jogo. Tem Shells. Tem endurecimento. Tem um combate muito melhor. Tem exploração pra caralho. TEM PREÇO EXCELENTE! R$159,00 na PSN. O que eu achava que nunca iria existir um lançamento BOM na PSN por um preço JUSTO. E tem cadáver suficiente pra você passar algumas dezenas de horas entrando dentro deles. O que, tirando completamente do contexto, talvez seja a pior recomendação de videogame que eu já fiz. E se tá difícil? UPA QUE PASSA.

PrósPREÇO (Não tem como não colocar em primeiro)
ContrasBUGS IRRITANTES
Ique
Ique
Pai dos games
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Medalha de OURO
8Nota UPQ
Pragmata
Análise Oficial04/09/2026

Pragmata: a praga que mata… de ansiedade e emoção em um jogão da Capcom!

Senhoras e senhores… mas que jogo é esse, nossa senhora! Se você achava que a Capcom estava apenas vivendo de remakes e sequências consagradas, Pragmata chega dando um chute na porta para provar que a desenvolvedora ainda sabe arriscar — e muito bem. O game entrega uma proposta que mistura ficção científica na Lua com uma das dinâmicas de jogabilidade mais originais, viciantes e malucas que já passaram pelo controle. Hackear para atirar: o terror de quem tem ansiedade! Sabe aquela clássica fórmula de “mirar e sentar o dedo no gatilho”? Esquece. Em Pragmata, as regras do combate são outras. Antes de conseguir detonar os robôs e as aberrações metálicas que vêm para cima de você, é preciso hackear os pontos fracos dos inimigos. E como isso funciona? Por meio de puzzles de conexão em tempo real! É isso mesmo: enquanto o bicho corre na sua direção com sede de sangue cibernético, você precisa alinhar o grid de dados, concluir o carregamento no tempo certo e aí, sim, soltar o chumbo grosso. Para quem sofre de ansiedade, o negócio é um teste cardíaco puro! É aquele caos delicioso onde você se esquiva com os propulsores do traje espacial, resolve um mini-enigma em frações de segundo e comemora cada robô desativado como se fosse gol na final de campeonato. Uma mecânica fresca, que nunca vimos implementada dessa forma em outro shooter. Diana e Hugh: o instinto paterno ativado com sucesso Mas o jogo não é só adrenalina mecânica. A história de Pragmata é uma grata e emocionante surpresa. O vínculo construído entre o protagonista Hugh e a androide Diana é o coração de toda a jornada. Ao longo da campanha de cerca de 12 horas, você é puxado para uma narrativa linear extremamente competente — algo que muitos sentiam falta nas produções de grande porte da Capcom. O carisma de Diana é tão genuíno que, antes mesmo da metade da história, você já ativou o modo “pai protetor” e se importa de verdade com o destino daquela garotinha. É impossível não se emocionar com o desfecho dessa travessia. Visual de ponta, dificuldade na medida e o modo pós-jogo No quesito gráfico, o jogo é um espetáculo à parte. Os efeitos de reflexo no metal, a iluminação nos vidros e a recriação da base lunar criam uma atmosfera densa e futurista que enche os olhos. A dificuldade na campanha principal (jogada no modo Padrão) é muito bem balanceada: oferece um bom desafio mental e de coordenação motora, sem apelar para a punição injusta ou te fazer jogar o controle na parede. E para os corajosos que acharem 12 horas pouco, zerar a campanha libera o modo Sinal Desconhecido, que eleva a barra com novos modificadores, padrões de inimigos mais agressivos e recompensas extras para quem quiser testar os limites do hackeamento lunar. Veredito: Vale a pena? Com certeza absoluta! Pragmata é aquele tipo de aposta corajosa que a indústria precisa: diferente, divertido, desafiador e com alma. A Capcom entregou uma experiência linear redondinha, com visual impecável e um laço narrativo que fica com você mesmo depois que os créditos sobem. Se você estava esperando o momento certo para encarar essa odisseia espacial, pode colocar o capacete e ir sem medo.

PrósMecânica inovadora que combina puzzles de hackeamento em tempo real com tiroteio frenético.
ContrasMecânica de resolver enigmas sob pressão de tempo pode frustrar ou afastar jogadores muito ansiosos.
Capelli
Capelli
Dev / Player Linear
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Medalha de OURO
8.3Nota UPQ